Neko


A inútil memória de Gardenha

Hoje foi um dos dias em que penso que quando eu tiver velhinha terei que tomar dezenas de remédios para memória. Claro, alguém vai ter que me lembrar de tomar.

Passei maus momentos hoje no shopping.
Fui lá somente para deixar uma correspondência nos Correios, mas aproveitei para perambular nas lojas, talvez até procurar creme para mãos cheirosinho para deixar na minha gaveta no trabalho.

Olhei um monte de vitrines e entrei em duas lojas. Experimentei um bocado de coisas e comprei um creminho para as mãos ótimo da Gap, com cheiro de morango (ando louca por cheiro de morango!!!). Entrei no Boticário e experimentei a linha nova Fun, que a Lia já havia falado. Comprei a loção hidratante de milk shake de morango.

Fiz tuuuudo isso e a caminho do carro, parei num banquinho para procurar a chave na bolsona que eu carregava. Enfia a mão no primeiro bolso… nada; enfia a mão no segundo bolso… nada de novo; começa a retirar item por item da bolsa e despeja tudo no banco, em meio a pessoas passando e vendo aquela cena deprimente… nada!Bateu o desespero no fundo da alma. Mas eu pensei: “Calma, Gardenha. Claro que deve ter ficado no balcão de uma das lojas.”

Errado. Fui em todas as lojas, olhei e perguntei às vendedoras se tinham visto as chaves e todas diziam que não. No caminho, ficava pensando na bronca da mamãe, no quanto meu irmão iria ficar repetindo que eu sou distraída. Ai meu Deus! Por que eu simplesmente não perdi o meu celular pela quarta vez? A bronca seria menor.
Nessa hora o desespero já tava pipocando dentro de mim. Eu já tava andando pelos corredores do shopping com cara desesperada, suada de tanto nervosismo e roendo as unhas que eu tanto luto para deixar crescer. Fui no balcão de informações e um moço que quase nem levantou o rosto para olhar pra minha cara ligou para alguém chamar o guarda. Ele veio e eu expliquei o que tinha acontecido. O guarda perguntou a descrição do carro, mas quem foi que disse que eu sabia a placa do carro se a documentação tava dentro do carro?!!! Ele olhou pra mim, deu um risinho, e eu tenho certeza que ele pensou que eu era a mais irresponsável das irreponsáveis.

Então fomos até onde o carro estava estacionado e no caminho uma pessoa falou pelo radio-comunicador que havia encontrado uma chave de carro. Não me lembro direito a minha reação, mas eu tenho quase certeza que eu soltei um grito.

A gente foi até o outro guarda e eu nem quis saber onde tava, quem achou… eu só queria pegar a chave e sair dali. Agradeci muito aos dois e sai no mesmo minuto. Não contei pra ninguém, claro, ainda não tô afim de ouvir sermão da mamãe e nem piadinhas do meu irmão.

No fim, ninguém saiu ferido e eu cheguei em casa direitinho, mas com a cara mais desconfiada do mundo. A mimnha memória me pega tantas peças que eu já tava até com medo de pedirem para eu revirar a bolsa de novo e a bendita da chave aparecer, como por um milagre. Sou a rainha da distração/esquecimento.

O saldo positivo são os dois hidratantes que comprei.

Na foto, também tem a revista Gloss numa edição óteeeema, com dicas de fazer mechas de cabelos loiros; e a mega embalagem de 1,2 litro de sabonete liquido de morango Hidramais (não disse que tô doida por morangos???) baratim, comprado na Americanas por apenas 12 reaus. Beijos amigos lindos



 

Livro da semana: Marley & Eu

SINOPSE:
John e Jenny tinham acabado de se casar. Eles eram jovens e apaixonados, vivendo em uma pequena e perfeita casa, sem nenhuma preocupação. Jenny queria testar seu talento materno antes de enveredar pelo caminho da gravidez. Ela temia não ter vindo com esse ‘dom ‘ no DNA, justamente porque matara uma planta, presente do marido, por excesso de cuidado - afogando-a. Então, eles decidiram ter um mascote. Vão a uma fazenda, escolhem Marley, ao tomar contato com uma ninhada, porque também ficam encantados com a doçura da mãe, Lily; depois têm uma rápida visão do pai, Sammy Boy, um cão rabugento, mal-encarado e bagunceiro. Rezam para que Marley tenha puxado à mãe, porém suas ‘preces ‘ não são atendidas. A vida daquela família nunca mais seria a mesma.
Marley rapidamente cresceu e se tornou um gigantesco e atrapalhado labrador de 44 kg, um cão como nenhum outro. Ele arrebentava portas por medo de trovões, rompia paredes de compensado, babava nas visitas, apanhava roupas de varais vizinhos e comia praticamente tudo que via pela frente, incluindo tecidos de sofás e jóias. As escolas de adestramento não funcionaram - Marley foi expulso por ter ridicularizado a treinadora. Mas, acima de tudo, o coração de Marley era puro. Marley repartia o contentamento do casal em sua primeira gravidez e sua decepção quando sobreveio o aborto. Ele estava lá quando os bebês finalmente chegaram e quando os gritos de uma adolescente de dezessete anos cortaram a noite ao ser esfaqueada. Marley ‘fechou ‘ uma praia pública e conseguiu arranjar um papel num filme de longa-metragem, sempre conquistando corações ao mesmo tempo em que bagunçava a vida de todo mundo.
Por todo esse tempo, ele continuou firme, um modelo de devoção, mesmo quando sua família estava quase enlouquecendo. Assim, eles aprenderam que o amor incondicional pode vir de várias maneiras.

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Quando a minha chefe de setor me esprestou o livro, já fiquei logo desacreditada e imaginando que seria mais um daqueles livrinhos chatos de escritores americanos. Os bestsellers mundiais tendem a passar por mim como livros fracos, que não me prendem na leitura. Entretanto, Marley & Eu foi diferente. A escrita leve e divertida me conquistou.
As semelhanças de Marley com os cães que todos nós temos em casa é segredo do livro de John Grogan. Amei o fato de que Marley pode ter sido um cachorro comum, daqueles que rasgam toda a casa, mas o amor de seu dono o fez inesquecível. Dá vontade de ter um labrador em casa depois que você termina o livro… hehehehe
Recomendo a leitura a todos que adoram animais, pois a identificação é logo de cara. Agora quero ver o filme e ver na telona Owen Wilson e Jennifer Aniston como os pais de Marley. Acho os dois bons atores de comédia e espero que façam jus a história do labrador amarelo.

beijos